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Cuidando da saúde mental para a mente não bugar.

A ideia básica/objetivo do projeto

O objetivo desse projeto é reunir informações sobre saúde mental depois da minha experiência com a área de programação.

Experiências pessoais

Um aprendizado que não foi saudável

Quando comecei a programar me esgotei muito, pois já comecei com problemas pessoais e não sabia o momento de parar, isso me gerou um cansaço psicológico muito forte. Fui muito insistente e perdi a noção de como aprender as coisas sem em desgastar, passei de código ruim para mediano, depois de anos consegui um resultado mais satisfatório.

Fui paranoico, não queria utilizar bibliotecas e frameworks, pois achava que não estava fazendo as coisas com as próprias mãos. Hoje vejo que isso foi um preciosismo e um erro grande, pois criou um caminho difícil e desgastante de aprendizado para mim. O lado bom foi que aprendi a fazer as coisas do zero, o lado ruim foi que o preço foi caro demais, pois a minha saúde mental ficou mais debilitada.

Olhando em retrospecto, vejo os erros que cometi, sei que tudo poderia ser mais natural e sem tantas cobranças, mas o caminho já foi traçado. O que me resta é saber que a partir daqui posso ter uma postura mais saudável, além de aprender a conciliar o lado pessoal e profissional, já que não fiz isso no passado.

O esgotamento mental

Eu quis fazer tudo do zero, isso me levou a ter essa postura foi um preciosismo bobo que não me levou a nada. Hoje percebo bem esse erro, sei que tenho uma parcela grande de culpa sobre o esgotamento que tive, pois me cobrei muito e não busquei equilibrar a vida profissional com uma vida pessoal (na época eu nem conseguia).

O início do meu processo de aprendizagem foi marcado por uma falta de cuidado próprio, me forcei a ficar programando praticamente todo dia. Eu queria aprender, porém não tinha paciência, muito menos a noção de que o tempo traria maturidade e conhecimento naturalmente. Até 2015 eu fiquei nesse ritmo, depois consegui aprender orientação a objetos de forma um pouco mais profunda, por isso (e também pelo esgotamento) diminui o ritmo.

Estou tentando aprender com meus erros, por isso estou registrando alguns pontos prejudiciais que notei nos os últimos anos em que estou programando. Talvez o maior erro que cometi foi querer entender rápido coisas complexas sem ter a maturidade e a paciência para absorvê-las de forma mais saudável com o tempo e a experiência.


Problemas que atrapalham

Síndrome do Não inventado aqui

Essa é uma postura prejudicial que faz com que o programador evite usar a solução de terceiros, os motivos podem ser preciosismo ou supervalorização das próprias soluções. Isso é algo ruim, pois evita o aprendizado com o conhecimento de outros projetos e também abre mão da segurança e estabilidade que projetos consolidados dão.

Além da parte técnica, essa postura também é prejudicial para a saúde mental, pois fazer tudo do zero sempre é muito desgastante e massante, consequentemente isso pode levar ao esgotamento mental. É muito mais saudável aprender aos poucos absorvendo conhecimentos do contato com o código de programadores mais experientes que criam ótimas bibliotecas open-source.

Síndrome do Impostor

Em um área onde é necessário se atualizar constantemente em um mar imenso de informações, é difícil se sentir seguro o suficiente para trabalhar. Isso gera a síndrome do Impostor, onde mesmo estutando muito e tendo um domínio bom de conhecimento a sensação de não saber nada e não ser bom o suficiente continua presente.

É importante focar em um assunto e se dedicar a ele tendo em mente que ninguém nunca sabe tudo, isso já é uma postura que alivia a força que a síndrome do impostor pode gerar em alguém.


Os resultados da minha experiência

Por conta da minha experiência com programação e saúde mental, decidi criar uma organização no Github com repositórios com informações sobre saúde mental para fazer a manutenção da mente e ter consciência dela. Dessa minha experiência nada agradável veio a necessidade de uma nova postura para programar.


Idealizado e mantido por Raphael da Silva / Blog